Caminhoneiros autônomos de todo o país decidiram manter o estado de greve, mas adiaram uma decisão sobre paralisação nacional até a próxima quinta-feira (26).
Enquanto isso, a categoria segue trabalhando normalmente.
Prazo para negociação
A decisão foi tomada em assembleia realizada nesta quinta-feira (19), em Santos (SP).
O prazo de sete dias foi definido para que representantes da categoria negociem com o governo federal ajustes na medida provisória que endurece a fiscalização sobre o cumprimento do piso mínimo do frete.
Reclamações da categoria
Segundo lideranças do setor, há preocupação com trechos da medida que permitiriam interpretações divergentes, abrindo margem para o descumprimento das regras por parte de empresas transportadoras.
Os caminhoneiros também reclamam do impacto da alta do diesel, que vem elevando os custos operacionais e reduzindo a margem de lucro.
Governo tenta evitar crise
O governo federal tenta evitar uma nova paralisação nacional, semelhante à greve de 2018, que causou desabastecimento em diversas regiões do país.
Entre as medidas adotadas estão:
- isenção de PIS e Cofins sobre o diesel
- criação de subsídios para conter preços
- proposta de divisão do ICMS com os estados
- reforço na fiscalização do setor
Novas regras e punições
A medida provisória prevê maior controle sobre o pagamento do frete, com registro obrigatório das operações por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).
Também estão previstas penalidades mais rígidas para empresas que descumprirem o piso mínimo, incluindo:
- multas que podem chegar a R$ 10 milhões
- suspensão ou cancelamento do registro no setor
- restrições para contratação de novos fretes
Pressão aumenta
Entidades do setor indicam que, caso não haja avanços nas negociações, a possibilidade de paralisação nacional continua no radar.
O cenário mantém o governo em alerta, diante do risco de impactos diretos no abastecimento e na economia.
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